21 de nov. de 2009

ESCOLA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO


No campo específico da administração das empresas, coube a dois engenheiros o lançamento dos fundamentos de uma Teoria Geral da Administração, dando origem à chamada Escola Clássica da Administração.
O primeiro deles foi o norte-americano Frederick Taylor (1856-11915), com sua obra “Shop Management” (Gerência de Fábrica), lançada em 1903, que teve uma repercussão enorme nos meios acadêmicos e empresariais. O segundo - grego de nascimento, porém educado na França - foi o também conhecido engenheiro Henri Fayol (1841/1925), com seu trabalho “Administracion Industrielle et Generale”, publicado em 1916, e que, como o livro de Taylor, ganhou um prestígio extraordinário.
Do ponto de vista didático, costuma-se dividir a Escola Clássica ou Teoria Clássica da Administração em dois grupos: o primeiro grupo encabeçado por F. Taylor chamado “Administração Científica”; e o segundo liderado por H. Fayol, denominado “Teoria Clássica da Administração”.

Assim, a abordagem clássica da Administração cobre duas áreas distintas: a operacional, de Taylor, com ênfase nas tarefas; e a administrativa, de Fayol, com ênfase na estrutura organizacional.

Para deixar claro essa função coordenadora, Fayol assim define o ato de administrar:

1- Prever: visualizar o futuro e traçar o programa de ação.
2- Organizar: constituir o duplo organismo da empresa, material e social.
3- Comandar: dirigir e orientar o pessoal
4- Coordenar: ligar, unir, harmonizar todos os atos e todos os esforços coletivos.
5- Controlar: verificar que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas.

Segundo Fayol, a Administração não se refere apenas ao topo da organização: existe uma proporcionalidade da função administrativa, que não é privativa da alta cúpula, mas, ao contrário, se distribui por todos os níveis hierárquicos. Segundo ele, tudo em Administração é questão de medida, de ponderação e de bom senso. Os princípios que regulam a empresa devem ser flexíveis e maleáveis, e não rígidos.

São princípios fundamentais de Fayol:
1- divisão de trabalho;
2- autoridade e responsabilidade;
3- disciplina;
4- unidade de comando;
5- unidade de direção;
6- subordinação dos interesses individuais ao interesse geral;
7- remuneração justa ao pessoal;
8- centralização;
9- linha de autoridade;
10- ordem;
11- equidade;
12- estabilidade do pessoal;
13- iniciativa e;
14- espírito de equipe.

A Teoria Clássica de Fayol concebe a organização em termos de estrutura, forma e disposição das partes que a constituem. Assim, a estrutura e a forma de organização marcam a essência Teoria Clássica, como concebida por Fayol.

ESCOLA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA


Principal obra: “Princípios da Administração Científica”, de Taylor em 1911. O nome é devido aplicação dos métodos da ciência aos problemas da Administração, preocupada com o aumento da eficiência da indústria no nível operacional (operários).

Principal objetivo da Administração Científica: “Assegurar a máxima prosperidade para o empregador junto com a máxima prosperidade para o empregado”.

1º PERÍODO DE TAYLOR:

Preocupou-se, originalmente com a eliminação do desperdício na indústria americana e com o aumento da produtividade através da aplicação de métodos e técnicas da engenharia industrial.

Preocupou-se com as técnicas de racionalização do trabalho, através da análise de tempos e movimentos;

Concluiu que o operário médio produzia muito menos do que era capaz;

Necessidade de criar um sistema de incentivos (pagar mais a quem produz mais)

Ênfase na tarefa (divisão do trabalho), na racionalização, na redução dos tempos de execução do trabalho do operário: predomínio da atenção para o método de trabalho, para os movimentos necessários à execução de uma tarefa, para o tempo-padrão, permitindo a especialização do operário e o reagrupamento de movimentos, operações, tarefas, etc., que constituem a chamada “Organização Racional do Trabalho”.

ORGANIZAÇÃO RACIONAL DO TRABALHO:

ANALISE DO TRABALHO DOS ESTUDOS DE TEMPOS E MOVIMENTOS

ESTUDO DA FADIGA HUMANA

DIVISÃO DO TRABALHO ESPECIALIZAÇÃO DO OPERÁRIO

DESENHO DE CARGOS E TAREFAS

INCENTIVOS SALARIAIS E PRÊMIOS DE PRODUÇÃO

CONCEITO DE “HOMO ECONOMICUS”

CONDIÇÕES DE TRABALHO

PADRONIZAÇÃO

SUPERVISÃO FUNCIONAL

2º PERÍODO DE TAYLOR:

Desconhecimento, por parte da gerência, das rotinas e do tempo para a sua realização;

Falta de uniformidade das técnicas e métodos de trabalho

(empirismo);

Crença dos operários de que um maior rendimento homem / máquina resultaria em desemprego ou redução de tarifas de salários; (problema da vadiagem dos operários – “soldering”);

Para Taylor, a Administração Científica é mais uma evolução do que uma teoria, tendo 75% de análise e 25% de bom senso.

Visão de baixo para cima, do operário para o supervisor e gerente, do chão de fábrica para a cúpula, das partes para o todo.

Visão de homem pessimista: homem irresponsável, vadio e negligente.

PRINCÍPIOS DE TAYLOR NA 2ª FASE

(Princípios de administração científica, 1911).

(classificação segundo CHIAVENATO):

PRINCÍPIO DO PLANEJAMENTO

PRINCÍPIO DO PREPARO

PRINCÍPIO DO CONTROLE

PRINCÍPIO DA EXECUÇÃO

O SURGIMENTO DA ADMINISTRAÇÃO


Desde o princípio da natureza humana, o homem sentiu a necessidade de se organizar em sociedade para alcançar, através de seus esforços, os seus objetivos. Daí surgiram as primeiras empresas tradicionais, da época dos assírios, babilônios, fenícios etc., que trazem princípios administrativos básicos que são utilizados até hoje pelos teóricos da administração.

Pode-se observar que antes do surgimento das grandes empresas, a história da administração é uma história de governos, cidades, exércitos ou organizações religiosas. As grandes empresas surgem a partir da Revolução Industrial que ocorreu no final do século XVIII estendendo-se ao longo do século XIX e chegando ao começo do século XX.

A Revolução industrial teve duas fases: A primeira de 1780 a 1860, que é a utilização do carvão como principal fonte de energia e do ferro como principal matéria-prima. Teve início com o advento da máquina de fiar, do tear hidráulico e posteriormente do tear mecânico e do descaroçador de algodão, provocando a mecanização das oficinas e da agricultura. Tudo isso veio substituindo o trabalho do homem e do animal pela máquina, transformando o artesão em operário e a pequena oficina dá lugar à fábrica ou à usina. Essa evolução faz com que haja migrações, iniciando então a urbanização em torno das indústrias e trazendo uma revolução nos meios de transporte e nas comunicações: surgimento da navegação a vapor, da locomotiva a vapor, do telégrafo e do telefone.

A segunda fase da Revolução Industrial ocorre de 1860 a 1914. É a revolução da eletricidade, dos derivados de petróleo como novas fontes de energia e do aço como matéria-prima. Surge a maquinaria automática tornando necessária a especialização do operário. Os meios de transporte e as comunicações evoluem, surgem as estradas de ferro, o automóvel, o avião, o telégrafo sem fio, e o rádio. O capitalismo se fortalece surgindo então as grandes organizações multinacionais. Depois de tudo isso o mundo já não seria mais o mesmo e, com toda essa transformação, surge a administração moderna em contrapartida ao crescimento acelerado e desorganizado das empresas e à necessidade de se organizarem para se tornarem competitivas.

Com a necessidade das empresas de produzirem mais e com eficiência para fazer face à intensa concorrência e competição do mercado, aparecem os primeiros métodos científicos trazidos pela publicação das experiências de dois engenheiros, um era americano, Frederick Winslow Taylor (1856-1915), o outro engenheiro era francês, Henri Fayol (1841-1925).